Felicidade, como te encontrar?

Estamos vivendo um momento da humanidade onde o grande desafio é ter consciência de quem realmente somos e o que nos faz feliz.

Num momento onde tanto se fala de egoísmo, por ainda não termos consciência do quanto necessitamos nos sentir felizes, em harmonia com nossa alma, nosso coração e nossa mente para estarmos plenos, falar sobre felicidade pode parecer utopia.

E felicidade é algo muito pessoal! Cada um de nós interpreta e vive a felicidade de uma forma tão pessoal que, muitas vezes, não conseguimos enxergar a felicidade do outro.

O ideal seria que nossa felicidade estivesse vinculada a felicidade e harmonia dos que nos rodeiam e, também, de todo o planeta. Mas, nem sempre a felicidade que buscamos vai de encontro ao interesse das pessoas ou das situações que nos cercam.

A cada dia percebo uma necessidade maior nas pessoas em buscar propósitos mais profundos, que traga uma paz só encontrada quando estamos felizes conosco e com o quem vivemos. Percebo uma busca continua de si mesmo e em como é difícil para a família, amigos, parceiros (as) compreenderem que ocorreram mudanças nos nossos caminhos de vida, nas nossas buscas e, principalmente aceitarem que o que nos fazia feliz antes, talvez hoje, já não seja mais uma realidade.

E em como essa incompreensão necessita ter um nome, um rótulo ou uma justificativa para não ter que se olhar para dentro de si próprio e se fazer aquela pergunta tão perigosa: E eu, estou feliz com esta situação? Estou feliz comigo? Com os caminhos que escolhi no passado e que agora vivo como presente? Estou pronto (a) para olhar para esta dor que me acompanha e pagar o preço da mudança que o outro já assumiu?

Por serem perguntas tão profundas e tão difíceis de serem respondidas, muitas vezes as pessoas preferem não olhar para esta situação e com isso, ignoram a dor que elas trazem e focam a atenção em quem está buscando a mudança. Em vez de se ter uma parceria, um olhar de amor, o que podem dar é um olhar de acusação e crítica por esta pessoa ter tido a ousadia de buscar uma mudança. Para que, se tudo já estava organizado, definido e tão seguro?

Podemos perceber esta busca incessante da felicidade no número crescente de pessoas que já não conseguem mais se manter na mesma carreira, empresa ou atividade profissional, que estão buscando uma segunda ou terceira carreira ou nas pessoas que estão questionando seus relacionamentos afetivos, por não se sentirem mais completas dentro da relação e que, muitas vezes, vêm sofrendo há anos por não conseguirem identificar o que está incomodando e não conseguindo manter uma conversa aberta com o parceiro (a) sobre suas angústias existenciais, por medo de magoarem, serem incompreendidas, acusadas ou rejeitadas.

E o resultado são respostas aparentemente impulsivas que não compreendemos, como a saída intempestiva de um trabalho tão maravilhoso, o pedido de separação de um casamento considerado perfeito, uma paixão avassaladora que nos cega e nos impulsiona à uma decisão que nunca tomaríamos se não fosse por este empurrão da vida; na verdade uma muleta que nos obriga a tomar uma decisão que há muito acalentávamos.

Durante os processos psicoterapêuticos percebo que quando uma decisão é tomada impulsivamente, muitas vezes, ela vem sendo sentida e sufocada há anos e quando há a oportunidade, mesmo que louca, de uma mudança, nossa mente inconsciente nos empurra para aquele caminho que olhávamos com tanto desejo, mas que o medo nos impedia de seguir. Lógico que, após o primeiro momento vem o medo, o arrependimento e o desejo insano de voltar para o conforto da segurança tão conhecida. Mas, no médio prazo, mesmo que houvesse a possibilidade de um retrocesso, isso já não encaixaria mais ou faria sentido no que foi vivenciado ou aprendido.

Com o podemos evitar estas decisões tão impulsivas? Buscando uma ajuda profissional que nos possibilite olhar para nossas angústias sem crítica ou julgamento. Olhar com sinceridade para nosso incômodo e acolhê-lo para assim entender o que realmente está ocorrendo em nós, nos nossos relacionamentos e no mundo. Entender que mudamos com o passar do tempo, que isso é normal e não significa ter que abandonar o que temos, mas sim aprimorar ou evoluir nas relações ou situações que vivemos no presente.

Abra espaço para ouvir seu coração e sua alma!!!

Permita-se compartilhar sua verdade sobre a felicidade com quem você ama e peça o apoio que precisa!

Isso também é amar!

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